Nesta semana apresentei na Pós-Graduação uma pesquisa
sobre o Educador Integral - Wallon e durante a apresentação
surgiram várias questões entre elas a Educação Sexual e
vimos como é difícil abordar este tema, principalmente
quando nos deparamos às crianças.
Sendo assim, estou postando um texto para nossa reflexão.
Espero que gostem!
EDUCAR É PREVENIR
Que está fazendo? Uma coisa muito divertida! Perguntas como esta, em especial quando substituem a um “ que está fazendo!”, têm uma resposta fácil, lógica e simples por parte da criança que está manipulando seus genitais. Indagar se a educação sexual pode prevenir distúrbios ou enfermidades e preparar adultos sadios e responsáveis é como questionar se as férias têm algum sentido. A educação sexual só é efetivada se não limitamos ao terreno preventivo; ela deve também transmitir conhecimentos com os quais se aprenda a evitar o abuso sexual, a gravidez não desejada, as Doenças Sexualmente Transmissíveis, as disfunções, etc., e seja capaz de legitimar o sexo como um fator da personalidade, estabelecer a diferença entre “ o que é “ e “ o que deve ser “, ajudando a obter um espírito crítico que, por sua vez, não seja inadaptado à sociedade na qual vai-se desenvolver a vida da criança. Como a sexualidade é um componente a mais da personalidade, a educação sexual tem que abranger, entre seus objetivos, o desenvolvimento da capacidade de inter – relacionamento do indivíduo, fomentar as habilidades sociais, favorecer a comunicação do afeto e a expressão de emoções e sentimentos, legitimando o direito de dizer “não” e o de dizer “sim”. Para educar, não podemos nos ater à mera instrução, é necessário, às vezes, fechar os olhos e voltar a própria infância ou adolescência para sentir, na medida que a memória e a ansiedade nos permitam, as interrogações diante de determinadas atitudes dos mais velhos e que, lentamente, vão- nos sendo transferidas de pai para filho e que, de certa maneira, é o foco de nossas frustrações: “ Tudo o que eu gosto é ilegal, imoral ou engorda”. A educação sexual previne, mas o fundamental é não destruirmos a expressão com que iniciamos estas linhas, “ Uma coisa muito divertida!” , mas que, pelo contrário, possamos aceitá-la com ternura, respeito e sabedoria.
Vamos pensar sobre isso!
( Ana Maria Ávila – Licenciada em Pedagogia- Especialista em Educação Sexual).
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