sábado, 4 de junho de 2011

Plano de Aula

PLANO DE AULA
TECNOLOGIA EM SALA DE AULA

OBJETIVO:
- Diferenciar as cores primárias, secundárias, quentes, frias e neutras.
- Ganhar mais habilidade com o mouse através do contato com as cores.
- Vivenciar novas experiências pedagógicas junto ao computador.

CONTEÚDO:
- Descobrindo as cores
- Aprendendo com o computador através dos jogos de pintura

TEMPO ESTIMADO:
05 aulas

ANOS: 2º ano

MATERIAL NECESSÁRIO:
Computador com internet e ou programas de pintura.

DESENVOLVIMENTO:
1ª etapa
Roda de Conversa sobre as cores e exposição das mesmas seguindo:
1ª aula: Cores Primárias
2ª aula: Cores Secundárias
3ª aula: Cores Quentes
4ª aula: Cores Frias e Neutras
5ª aula: Pesquisa em Dupla

Cores Primárias
Cores primárias são cores puras, sem mistura. É através das cores primárias que se formam todas as cores.
As cores primária são: vermelho, amarelo e azul.

Cores Secundárias
As cores secundárias são aquelas formadas pela combinação de duas cores primárias.
As cores secundárias são:
Alaranjado = combinação de vermelho com amarelo.
Verde = combinação de amarelo com azul.
Violeta ou Roxo = combinação de vermelho com azul.

Cores Neutras
São cores que combinam com qualquer cor. As cores neutras são o preto, o branco e o cinza.

Cores Quentes e Cores Frias
As cores possuem seus valores de luminosidade.
Algumas são muito mais alegres, mais vivas, que classificamos de cores quentes.
Cores frias são mais escuras e tristes, transmitem a calma, o frio, a sombra.
As cores quentes são derivadas do vermelho e as frias do azul.
A cor amarelo é equilibrada.
Os tons de roxo podem ser classificados como quentes ou frios, pois apresentam tanto o azul como o vermelho.

2ª etapa
Os alunos serão levados para a sala de informática para vivenciar novas experiências junto ao computador e assim poder identificar as cores apresentadas em cada aula, ou seja os alunos irão pintar os desenhos somente com as cores expostas na aula do dia.
Assim como, o uso do mouse juntamente com o pincel para pintar, apagar e recarregar a página para pintar outra figura.

3ª etapa
Os alunos em duplas irão pesquisar novos sites de jogos de pintura, colorindo seus desenhos com o grupo de cores que mais gostou de trabalhar, identificando as cores do grupo.

AVALIAÇÃO
Será observado se o aluno conseguiu identificar as cores e sua habilidade com o mouse, assim como se conseguiu pintar, apagar e recarregar a página.

terça-feira, 31 de maio de 2011

 Formação de gestores escolares

Os cursos de Pedagogia não preparam gestores escolares. Por isso, é importante investir na formação em serviço - para quem está assumindo o cargo e para os mais experientes, que também precisam de aperfeiçoamento da prática. As escolas que têm melhor desempenho, segundo a pesquisa da FVC, são aquelas em que as redes organizam encontros periódicos entre os diretores.
Qual o impacto
A Fundação Carlos Chagas (FCC), de São Paulo, analisou o impacto do Progestão, um programa de capacitação a distância para gestores de escolas públicas criado pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que já formou mais de 100 mil gestores escolares em dez estados desde 2001. A atuação deles se destaca em relação à dos que não fizeram a formação. Segundo Bernardete Gatti, diretora do Departamento de Pesquisas da FCC e coordenadora do estudo, os diretores que acompanharam o curso mudaram a concepção de gestão escolar, abandonando uma prática burocrática e centralizadora e assumindo o papel de líderes da comunidade interna e externa.
Possíveis equívocos
Na ânsia de melhorar a formação dos gestores escolares, as redes acabam optando por programas focados somente em questões administrativas. "Esses conteúdos não são suficientes para o manejo de uma escola", afirma Bernardete Gatti. O ideal seria contemplar os conteúdos relacionados às questões pedagógicas e aos problemas reais das escolas.
Ações da secretaria
- Criar programas de formação permanente com foco na gestão pedagógica e na reflexão sobre a realidade da escola.
- Organizar encontros entre os diretores de escolas próximas para a troca de experiências.
- Usar os recursos tecnológicos para facilitar o contato entre os diretores, como blogs e fóruns de discussão.
 Definição de cargos e funções

O diretor é o líder dos processos e das ações da escola, e o coordenador pedagógico, o formador de professores, certo? Não, nem sempre é assim. A falta de clareza nas atribuições dos cargos faz com que os papéis se confundam, se invertam e, não raro, simplesmente não existam no cotidiano escolar. A pesquisa detectou que o desvirtuamento de função mais grave ocorre com os coordenadores pedagógicos.

Qual o impacto
A Secretaria que define bem os papéis ajuda as escolas a trabalhar melhor e elabora com objetividade os programas de formação. Ao diretor cabe fazer a gestão pedagógica, fortalecer o vínculo com a comunidade, lidar com os recursos financeiros e materiais e cuidar do relacionamento com a Secretaria e do clima organizacional. O coordenador pedagógico tem como dever principal fazer a formação continuada dos professores.
Possíveis equívocos
Quando a definição das funções é vaga e deixa margem a dúvidas, a tendência é o coordenador pedagógico atuar como um secretário da direção ou mesmo como vice-diretor. "Sobrecarregado, o diretor procura dividir suas atribuições", afirma Neide Noffs, diretora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Ações da secretaria 
- Definir as atribuições de cada cargo.
- Dar condições materiais e de recursos humanos para que todos possam exercer plenamente a função.
- Capacitar os supervisores de ensino para orientar os gestores na divisão de tarefas nas escolas.

Autonomia com capacitação

Muitos diretores reclamam da falta de poder para decidir sobre as questões da escola. O estudo feito pela FVC concluiu que a autonomia ajuda a melhorar o desempenho da escola desde que ela venha junto com uma consistente formação dos gestores. "Não existe autonomia sem cobrança e acompanhamento", defende Eduardo Andrade, pesquisador do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa.
Qual o impacto
A equipe que tem autonomia adquire mais agilidade na busca de soluções e, com isso, consegue implentar projetos e chegar mais rapidamente aos resultados esperados.
Possíveis equívocos
O problema é quando a rede não oferece formação aos gestores para que eles utilizem os recursos de maneira eficaz e a Secretaria abandona a escola, não estipulando metas a serem alcançadas e largando todos os problemas nos ombros dos diretores.
Ações da secretaria 
- Pedir aos diretores um plano de trabalho para o ano letivo no qual eles descrevam as práticas que pretendem adotar para atingir os objetivos.
- Dar formação à equipe gestora para que ela use bem a autonomia e não desperdice recursos em ações que não impactam positivamente o desempenho dos alunos.
- Acompanhar os processos e os resultados da escola e oferecer orientação quando necessária.

A forma de escolha dos diretores

Escolas que têm a liderança aprovada pela comunidade e selecionada por critérios que levam em consideração o conhecimento e as habilidades têm melhor desempenho do que aquelas em que os diretores são indicados apenas por critérios políticos. Afinal, o cargo exige competência e profissionalização.
Qual o impacto
Quando se levam em conta o mérito e a capacitação do candidato para desempenhar a função, maiores são as chances de ele se sair bem nos desafios que se colocam diariamente. "A escolha por competência, aliada a uma avaliação periódica feita pela rede, é o caminho para garantir a boa condução da instituição", afirma Fernando Abrúcio, coordenador da pesquisa da FVC.
Possíveis equívocos
O erro mais comum é acreditar que o simples fato de o diretor ser eleito pela comunidade escolar garante que ele está apto a fazer uma boa gestão ou que basta uma habilitação técnica para realizar um bom trabalho - e que o apoio da comunidade é dispensável. "O ideal é criar um mecanismo misto em que haja a pré-qualificação dos candidatos antes de eles serem submetidos à escolha da comunidade", afirma Ilona Becskeházy, diretora da Fundação Lemann, de São Paulo.
Ações da secretaria 
- Criar mecanismos de ascensão ao cargo em que seja possível aferir a qualificação do candidato com uma prova de certificação ou um curso de capacitação.
- Prever a consulta à comunidade para a definição do nome do futuro diretor.
- E xigir um plano de ação de quem assume o cargo e monitorar a implantação dos projetos.
- A valiar periodicamente os resultados da escola.





Documentos úteis para o gestor escolar
Para aprimorar os processos administrativos da gestão escolar, é essencial o bom uso de impressos como planilhas, formulários e ofícios de obras que ajudam a organizar as informações

Documentos de uso interno da escola
1. Descrição do projeto  Depois da reunião com o conselho escolar, materialize as decisões em um documento como este, que pode servir também para solicitar os recursos necessários para a secretaria de Educação ou para iniciar um processo de uso de recursos próprios.
2. Relação dos pagamentos individualizados por contrato  Na montagem do processo, mantenha um registro detalhado de cada etapa de pagamento por programa ou projeto executado.
3. Ficha de acompanhamento da movimentação bancária  Para acompanhar a movimentação bancária, vale a pena fazer uma ficha de acompanhamento, que servirá também para a prestação de contas.
4. Orçamento de serviços (roteiro)  Explicação de como levantar orçamentos para a contratação de uma empresa prestadora de serviços.
5. Prontuário ou pasta individual do aluno  Lista dos documentos que devem integrar o prontuário de cada aluno, de acordo com a faixa etária que a escola abrange. As pastas devem ser montadas sempre no início do ano letivo.



Processo de prestação de contas
1. Plano de trabalho  O documento detalha de maneira minuciosa o andamento de um mesmo projeto e mostra como os recursos foram empregados em cada fase.
2. Relatório de execução físico-financeira  Este formulário deve ser preenchido pela Unidade Executora de acordo com os dados contidos no Plano de Trabalho. O registro serve para detalhar os valores aplicados dentro de um período de tempo. Serve também para avaliação do órgão financiador quanto aos objetivos atingidos e maneira como os recursos foram aplicados.
3. Execução da receita e da despesa  A declaração é o registro dos valores recebidos para aplicação no projeto (as receitas) – que inclui os rendimentos de aplicações financeiras – e das despesas realizadas na sua execução.
4. Relação de bens (adquiridos, produzidos ou construídos com recursos recebidos)  Resultado da aplicação de recursos públicos, equipamentos e material permanente – ou seja, os bens móveis adquiridos ou produzidos e os bens imóveis construídos – devem ser declarados e estar em conformidade com o Plano de Trabalho aprovado.
5. Instruções e recomendações sobre aplicação de DMPP  Orientações sobre como montar o processo de prestação de contas de Despesa Miúda de Pronto Pagamento (DMPP) – trata-se de uma verba oriunda da arrecadação de ICMS, destinada à compra de produtos usados no dia-a-dia da escola, como cola, papel sulfite e desinfetante, sem o objetivo de fazer estoque.
6. Balancete de prestação de contas  Serve para documentar as despesas da escola. Deve ser preenchido com os números das notas fiscais, as empresas fornecedoras e os valores pagos, sempre que a instituição receber verba para DMPP. Os demais códigos estão na nota de empenho (documento que contém os dados sobre a verba depositada, enviado pela diretoria de ensino).
7. Pesquisa prévia para aquisição de DMPP e materiais de consumo  Para cada produto que deseja adquirir, a escola deve fazer uma pesquisa prévia de preços. Os valores levantados são explicitados nesse documento, junto com o da nota fiscal da compra. No campo “unidade”, o diretor informa se o item se trata de pacote, unidade, caixa etc. Especificação, quantidade e preço dispensam explicação.
8. Demonstrativo da execução da receita e da despesa e relação de pagamentos efetuados  Tem o objetivo de demonstrar os pagamentos feitos pela Associação de Pais e Mestres. O diretor executivo da APM deve listar as notas fiscais dos produtos adquiridos com a verba do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), recebida anualmente, e os valores gastos. Nesse caso, também é necessário realizar pesquisa de preços.
9. Termo de doação  Tudo o que se compra com verba federal destinada a APM deve ser doado à Secretaria de Educação Estadual, passando a integrar o patrimônio público (a escola não é dona dos objetos que abriga). Ao preencher esse termo, a máquina fotográfica e os pufes da sala de leitura, por exemplo, ganham uma chapinha com um número, que constará no inventário da instituição.
10. Relatório de prestação de contas – Programa Escola da Família  Trata-se de mais uma planilha de prestação de contas, só que destinada às instituições que integram o Programa Escola da Família e que recebem verba da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). O projeto, porém, foi encerrado na maioria das UEs.
11. Relatório de prestação de contas - manutenção preventiva  A cada três meses, a Associação de Pais e Mestres recebe uma verba da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), destinada à manutenção do prédio. Essa verba pode ser usada para trocar vidros, desentupir banheiros, consertar muros etc.. Na planilha, o diretor executivo da APM deve listar as notas fiscais de todos os materiais ou serviços adquiridos. Em “conciliação bancária”, entram os valores gastos, sem discriminação.
12. Conferência de documento fiscal e comunicação de incorreções  Serve para as notas fiscais emitidas com rasura. O diretor deve preencher o código correspondente à irregularidade, especificar a informação correta e voltar à empresa para pedir que o responsável carimbe e assine o documento.
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/documentos-uteis-gestor-escolar-430760.shtml

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ser Criança

Gilberto dos Reis
"Ser criança é acreditar que tudo é possível.

É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco

É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos

Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.

É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.

Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.

Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."
Diretor Escolar
Felicidadania para nós
A participação responsável dos gestores favorece a construção da cidadania plena na escola
Terezinha Azerêdo Rios (gestao@atleitor.com.br)
Terezinha Azerêdo Rios
"Não é exagero afirmar que a felicidade
deve estar incluída no currículo e
no projeto político-pedagógico."
O poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) nos desafia nos versos de seu poema Receita de Ano Novo: "Para ganhar um Ano Novo/que mereça este nome,/ você, meu caro, (...)/ tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,/ mas tente, experimente, consciente". Pois é justamente para desejar um feliz período que se inicia que cumprimentamos uns aos outros todo começo de ano. E, se desejamos que, além de novo, o ano seja feliz, temos de fazê-lo ser assim na família, entre amigos e no trabalho.

Na escola, proporcionar um ano feliz é um desafio para a equipe gestora e deve fazer parte de suas atribuições. Realizar seu trabalho de maneira competente é uma forma de procurar garantir o bem a si próprio e aos outros. Implica colaborar na construção do que o sociólogo Herbert José de Souza, o Betinho (1935-1997), chamou de "felicidadania": cidadania plena, vida feliz. Mas o que isso significa no dia a dia da escola? A noção de felicidade é bastante complexa e são muitas as definições que encontramos. O que faz você feliz? Se a felicidade tivesse um cheiro, qual seria? Quer ganhar a felicidade sem gastar muito? Essas e outras perguntas são usadas em anúncios de empresas e de produtos. Ainda bem que não vamos atrás das respostas porque, se nos dispuséssemos a buscá-las, constataríamos que elas variam de acordo com as pessoas que respondem. Há, porém, uma afirmação com a qual todos parecem concordar: a felicidade é algo sempre procurado pelos seres humanos e, segundo Aristóteles, no livro Ética a Nicômaco, é o fim último da vida das pessoas em sociedade.

Do ponto de vista ético, felicidade significa vida plena em companhia dos outros. Ela é o outro nome para o bem comum, que é o horizonte da ética. Tem a ver, portanto, como nos aponta Betinho, com a ideia de cidadania, que é a possibilidade de exercer direitos, de ser reconhecido pelos outros e de participar da organização da sociedade e da cultura. Se a escola se propõe a colaborar na construção da cidadania e do bem comum, os gestores devem estar preocupados em criar condições para que isso se efetive no contexto escolar, no trabalho dos professores e na relação com a comunidade. Isso pode ser feito, por exemplo, ao deixar claros quais são os objetivos da escola, que métodos são adotados e que formas de avaliação são propostas, levando em conta as necessidades concretas do contexto social. Assim, não é exagero afirmar que a felicidade deve estar incluída no currículo e no projeto político-pedagógico.

A felicidade não deve ser vista como algo romântico ou ligado a uma concepção utilitária e consumista, tão distante que jamais conseguiremos alcançar. Ela pode emergir se os educadores realizarem um trabalho de boa qualidade em todas as dimensões que o constituem - técnica, estética, política e ética.

Aos gestores, cabe preocupar-se com seu envolvimento e sua participação responsável para que isso ocorra ao longo de todo o ano letivo. Porque a felicidade, assim como a competência, não é algo estático nem se encontra solitariamente. Ela pressupõe um caminhar e uma convivência - uma vivência em companhia. E não é fácil, como afirma Drummond. Mas vale fazer como ele sugere: tentemos, experimentemos, conscientes. E todos podemos ser beneficiados!
NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, Edição 012, Fevereiro/Março 2011

GESTÃO

Diretor Gestão da aprendizagem
Como atua o trio gestor
Saiba como três redes de ensino se estruturaram para garantir o perfeito encaixe do trabalho de supervisores, diretores escolares e coordenadores pedagógicos
Depoimentos
·       
Fazer uma escola atingir bons resultados na aprendizagem dos estudantes e oferecer uma Educação de qualidade é uma responsabilidade complexa demais para ficar na mão de apenas uma pessoa. Por muito tempo, somente o professor foi responsabilizado por isso. Porém a sociedade foi percebendo que o profissional da sala de aula, sem a formação adequada e o apoio institucional, não é capaz de atingir sozinho os objetivos educacionais almejados. Dos anos 1970 para cá, uma série de pesquisas, realizadas principalmente nos Estados Unidos e na Inglaterra, apontou que a atuação de outros atores também influencia no desempenho dos alunos. Entre eles, está a dos profissionais que compõem a equipe gestora da escola. São eles:

- o diretor, responsável legal, judicial e pedagógico pela instituição e o líder que garante o funcionamento da escola;

- o coordenador pedagógico, profissional que responde pela formação dos professores; e

- o supervisor de ensino, representante da secretaria de Educação que dá apoio técnico, administrativo e pedagógico às escolas, garante a formação de gestores e coordenadores e dinamiza a implantação de políticas públicas.

Como as diversas partes de um jogo de encaixe, essas funções se articulam formando um bloco coeso para garantir o sucesso da aprendizagem. A denominação dos cargos varia de acordo com a rede e eles podem ser exercidos por uma ou mais pessoas. "A gestão da Educação exige planejamento, estabelecimento de metas, manutenção de recursos e avaliação. Se essas bases não são estruturadas em comum, em especial por esse trio gestor, nunca existirá de fato uma rede de ensino", afirma Cybele Amado, diretora do Instituto Chapada, que dá consultoria educacional a 26 municípios da chapada Diamantina, no interior da Bahia.
Rede com foco e formação permanente

Um trabalho em conjunto bem realizado leva a escola a bons resultados. A pesquisa Práticas Comuns à Gestão Escolar Eficaz, realizada pela Fundação Victor Civita no ano passado, comparou as iniciativas de gestão de escolas com desempenhos similares na Prova Brasil e concluiu: as que têm mais proximidade com a Secretaria de Educação se saem melhor na avaliação. O relacionamento é tão mais estreito quanto melhor e mais efetiva for a atuação do supervisor nas diversas unidades de ensino. Entre os diversos papéis que ele desempenha, os mais estratégicos são monitorar a implantação e a continuidade de políticas públicas, evitando que a rede perca o foco, acompanhar e apoiar o desenvolvimento do projeto político pedagógico das escolas e fazer a formação de diretores e coordenadores pedagógicos.

É preciso ressaltar que muitas redes ainda não têm uma estrutura que permita a integração do trio gestor. Noutras, mesmo com a existência das funções, não há uma cultura de colaboração. "Muitas vezes, existe um embate entre os profissionais e o trabalho simplesmente não sai: o diretor acha que o supervisor não sabe o que ocorre dentro da escola e rejeita orientação, mas, ao mesmo tempo, demanda providências da Secretaria para fazer uma boa gestão", conta Helenice Maria Sbrogio Muramoto, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e doutora pela Universidade de São Paulo com a tese Ressignificando a Supervisão Escolar.

É quando o jogo de encaixe fica com as peças embaralhadas e desconectadas. De fato, é muito comum ouvir gestores se queixando de que os supervisores vão às escolas somente para fiscalizar e dar ordens. Estes, por sua vez, reclamam que aqueles não sabem administrar e os coordenadores pedagógicos não formam os professores - e por isso alguns assumem essa função diretamente, deixando os coordenadores à margem do processo. Sentindo-se excluídos, esses últimos alegam que os supervisores não têm os conhecimentos didáticos necessários para orientar a equipe docente. Enfim, "picuinhas" que não levam a lugar nenhum e podem ser superadas quando a Secretaria oferece condições para o trabalho em conjunto e cria uma rotina de cooperação e responsabilização pelos resultados do ensino.

Nesta reportagem, vamos mostrar o papel de cada um dos elementos do trio gestor e como três redes de ensino de dimensões e problemas distintos montaram seus organogramas para garantir um trabalho conjunto eficiente.
A função de cada um e o trabalho em conjunto

O diretor é o gestor escolar por excelência, aquele que lidera, gerencia e articula o trabalho de professores e funcionários em função de uma meta: a aprendizagem de todos os alunos. É ele quem responde legal e judicialmente pela escola e pedagogicamente por seus resultados - essa última atribuição, a mais importante, é às vezes esquecida.

Já o coordenador pedagógico deve ser o especialista nas diversas didáticas e o parceiro mais experiente do professor. É ele quem responde por esse trabalho junto ao diretor, formando assim uma relação de parceria - e cumplicidade - para transformar a escola num espaço de aprendizagem. O que ocorre em muitos casos é que, sem formação adequada, ele acaba assumindo funções administrativas - e a formação permanente fica em segundo plano ou desaparece.

O supervisor, terceira peça do trio gestor, é o funcionário destacado pela Secretaria de Educação, geralmente um educador, para dar apoio às escolas e fazer a interface do Executivo com elas. As redes mais bem estruturadas dispõem de uma equipe de supervisores que divide responsabilidades e se articula para fazer a orientação dos diretores e apoiá-los nas questões do dia a dia, formar os coordenadores pedagógicos e os professores e garantir a implementação das políticas públicas, que são as orientações oficiais que dão unidade à rede. Beatriz Gouveia, coordenadora do Programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, em São Paulo, que também faz formação de educadores, afirma que esses técnicos da Secretaria devem ser os grandes parceiros da equipe escolar: "Com a experiência que têm, eles podem garantir as condições para que todas as escolas tenham um bom desempenho".
NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, Edição 006, Fevereiro/Março 2010